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Category Archives: lama revolution 32

A Missa – Sede dos Lamas

A tão sonhada autosuficiencia foi alcançada!!!!

Um dia histórico para os Lamas. Hoje temos 4 tipos que foram apreciadas juntas com um churrascos básico. A Lama Porcaria, Lama Mud, Lama Revolution 32 e a estreiante em barril Lavoro II (leva especial do Encontro da Acerva Paulista).

Antes de mais nada, resovelmos estreirar nossos rotulos, e ai estao para vc´s verem:

Lama Revolution 32 – Na garrafa de 500ml o rótulo ficou profissional!!

Todas elas juntos – Revolution 32, Porcaria e Mud.

Em outro ângulo.

Na realidade a Missa de hoje foi para estreiar a chopeira. Estavamos receosos da Lama Lavoro II (weissbier com especiarias) não estar legal. Mas ao tomarmos elas, mostrou-se uma legítima Lamas Bier, muito saborosa, espuma densa e persistente e aroma citrico, caracteristica básica dessa cerveja. Só tomamos dois copos para economizar para o Encontro de sábado da Acerva Paulista.

Nossa chopeira e nossa ultima leva , a lama Lavoro II, especialmente feita para o encontro da Acerva Paulista.

Creme persistente – Lavoro II

Agora é esperar o sábadão chegar e tomar todas elas…

A Missa – Extraordinária – Sede dos Lamas

Na última quarta, nos reunimos para acertar os detalhes final de nossa chopeira. Agora podemos falar que sabemos fazer uma chopeira, ou enganar bem :). Foi uma experiência bem bacana, aceitamos encomendas hehe 🙂

Resolvemos abrir uma Lama Revolution 32 que ainda esta bem nova (a ansiedade não nos deixou esperar mais), fizemos o primming dela no sábado e com o tempo um pouco frio como está esperávamos mais tempo para a carbonatação. Porém a supressa veio com o belo creme que ela apresentou.

Lama Revolution 32 e nossa chopeira ao fundo. Boa formação de creme

O aroma lembra caramelo e também um pouco de alcool. Estimamos em 6,7% o percentual alcoólico. O malte torrado deu um sabor de café no retrogosto muito agradável. O amargor , 26 IBU, esta equilibrado com o dolce resultado dos 6,7% de álcool e do próprio amargor dos grãos torrados. Ficou uma cerveja muito saborosa e equilibrada. Para nós, cada gole pedia outra mas somos ultra suspeitos para comentar.


Nossa american stout ao fundo harmonizando aqui com um churrasco. E na frente a Lamas Mud, uma America Pale Ale. Essa Mud foi degustada pelo Mauricio do Brejas para nós foi uma honra e seus comentários foram otimos para melhorarmos alguns detalhes, mas de modo geral ficamos bem felizes com ele. Reproduzo aqui ele : ” A Mud tem um aroma muito
gostoso, o floral lupulado sobressai bem. O corpo é correto e o amargor é
sentido suavemente, dando vontade de beber mais.
Críticas propositivas: Melhorar a formação e duração da espuma (no nosso
copo ficou meio flat) e corrigir um leve diacetil, que é sentido na
garganta no aftertaste.” Confesso que não consegui sentir o diacetil, mas se ele falou ta falado, uma fermentação pode ajudar a diminuir mais (ou maturação), o mestre Michael Jackson ja falou que em pale ales é aceitavel um leve diacetil Mas no próximo sabado nos encotraemos novamente com o Mauricio para uma segunda rodada de degustação e para fazer o curso da Cilene Soarin de análise sensorial. Acho que depois de sabado ficaremos mais “afiados” (ou naos hehe) para sentir e determinar os aromas e sabores de nossa cerveja e principalmente suas origens.

ATUALIZAÇÃO DO DIA 10/08/2009 : Mauricio voltou a tomar junto com o Italiano e nao voltaram a sentir o leve gosto comentando de diacetil. Talvés o tempo maior de refermentação tenha eliminado algum residual. Bom para nós 🙂

Lama Revolution 32

Dia bonito, céu azul e os Lamas reunidos para mais um churrasco e claro para fazer mais uma leva. Dessa vez, arriscamos numa Stout, bom, acho que saiu do estilo, mas a idéia original era essa. Tem todo potencial para ficar boa, apesar do grau de lucidez no final do processo não ter sido dos melhores. Para dar uma idéia para os presentes dos sabores que temos por aqui, degustamos 3 cervejas que achei no mercado: A demoiselle da Colorado (Porter), Baden Baden Sout e a Bruge Stout.
A famosa Demoiselle dispensa comentários. Excelente sabor; gosto de malte torrado e café bem pronunciado, talvez aqui fugindo um pouco das porters. Bem cremosa com uma carbonatação média. Excelente cerveja
A Baden Baden Stout é uma boa cerveja. Gosto de malte torrado, mas menos intenso que a Demoiselle. Mas é uma legítima Stout. Muito boa mesmo.
A decepção ficou por conta da Bruge Stout, a começar pelo aroma (ou a falta dele). Muito adociada. Creme pouco denso. Os gostos do malte torrados ficaram disfarçados pelo excesso de “doce” da cerveja. Já havíamos experimentado a Golde Ale deles e também não foi muito bom. Torcer para que melhorem no futuro, pois se trata de uma cervejaria artesanal.

Demoiselle, Bruge Stout, Baden Baden Stout

Voltando a nossa Lamas Revolution 32 fizemos algo que nunca tínhamos tentando antes: Torrar malte. Torramos um pouco de malte a 200ºC por 40 minutos. O cheiro que ficou na cozinha foi muito bom. Mas manter o forno na temperatura certa dá trabalho. A cada 5 minutos tirávamos o malte do forno pra dar uma sacudida nele. No fim ficou bem uniforme a “torrefação” deles. Nossa receita usou os seguintes maltes:
3,5 kg de Pilsen
1,0 kg de Carahell
0,4 kg de Munich
0,05 kg de Caramunich
0,5 kg de Malte torrado

Malte sendo torrado na noite anterior
Como o dia tava bonito e como sabíamos que seria longo também resolvemos usar varias rampas na brassagem. Usamos a de acidificação a 45ºC. Também a de 64ºC para as beta-amiláses. E a de sacarificação (alfa-amiláses) a 68ºC. E um stop mash a 75ºC. Essa etapa toda durou 3 horas.
Sacarificação – a cor ficou bonita!
Início da filtragem : cor bem escura
Depois de filtrado partimos para a lupulagem. Deixamos ferver por 60 minutos usando os seguintes lúpulos:
Em 20 min. 15g de GalenaEm 40 min. 10g de Hallertaun Tradition e 6g de Saaz
Em 58 min. 7g de Saaz.
O fermento que usamos foi o US-05.
A OG a 27º foi de 1,069. O amargor esperado é de 26. E a cor 34,6.
Ta ai o segredo da Lamas Bier : o dedão do Amir! Dedão de comendador niguém tem 🙂
Depois de um dia longo e com muita cerveja a Lamas Revolution 32 esta “nascendo” no fermentador. Vamos deixar ela lá por uns 7 dias. Depois vamos partir para a fermentação secundaria na geladeira.
Agora cabem aqui algumas considerações: Essa receita foi inspirada da Vidua Nigra do grande mestre Botto da Aceva Carioca. Quanto ao nome da leva é uma homenagem ao dia da Revolução Constitucionalista de 1932 de São Paulo e para mim como bom carioca que sou o que vale mesmo foi o feriado que temos aqui em SP por conta da Revolução, dia de nossa brassagem 09 de julho. MAS essa deveria ser a Lamas Comendador que nosso amigo Lama e Comendador Amirzinho iria bolar a receita. Porém como ele não fez isso, o Lama Chico Paulo nos proibiu de chamar a leva de Comendador 🙂

Portanto Amirzinho, faça logo a receita da próxima leva para a Lamas Comendador finalmente sair …

Os docentes presentes :).
Já era noite 🙂 . Chico, Amir, Sergio e Felipe
Corrigindo uma injustiça (depois do puxão de orelhas). Temos de agradecer , e muito, a Fernanda por ter saido no meio do churrasco para comprar boas cervejas para nós 🙂 .

ULTIMA ATUALIZAÇÃO 20/08/2009: A maturação durou 11 dias a T=5ºC . A Revolution foi muito bem avaliada pelos Brejas :http://www.brejas.com.br/cervejas/brasil/Revolution-32/