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Category Archives: Dicas

Saiba porque derrubamos o mito que é difícil fazer cerveja

Você sabia que é possível fazer sua própria cerveja em casa? Para isso não é preciso ter uma mini fabrica em sua casa ou ser um mestre-cervejeiro. Na verdade precisaremos de apenas alguns equipamentos e um kit de receita de cerveja. Fazer cerveja em casa é um hobby gratificante e não precisa ser difícil e complexo.

Desde 2000 os Lamas desvendam os mitos de que fazer cerveja em casa é difícil. E olha que naquela época as coisas eram bem diferentes, o acesso aos insumos era mínimo, nós que fazíamos nossos próprios equipamentos e quase não havia literatura disponível no Brasil para tirarmos nossas dúvidas, o jeito era formar grupos de discussão com os poucos cervejeiros que existiam no Brasil e um ajudava o outro (isso sempre foi incrível!).

Hoje tudo está mais fácil e temos orgulho em saber que ajudamos a fortalecer e difundir essa paixão que é fazer cerveja em casa no país. Temos orgulho de ter mudado o cenário de fabricação de cerveja em casa no Brasil.  Veja tudo que fizemos para acabar com esse mito:

  1. Temos um blog repleto de dicas e receitas para quem está começando, esclarecendo as principais dúvidas de como fazer cerveja.

 

  1. Está na dúvida de qual equipamento comprar, não sabe direito o que realmente precisa para fazer cerveja? A Lamas desenvolveu um kit de fabricação para iniciante com tudo para começar a fazer cerveja. Além de todos os equipamentos, o kit ainda tem os ingredientes na medida certa para fazer nossa 1ª Receita, uma Pale Ale deliciosa, leve e fácil de fazer e um guia ilustrado com todo o passo a passo.

 

  1. Mas eu moro em apartamento e não tenho espaço para fazer cerveja!” Falta de espaço não é problema com nosso kit de fabricação de 5 L, desenvolvido com a Confraria do Galão, um kit compacto e prático, cabe em qualquer cantinho da sua dispensa e você faz a melhor cerveja em casa, a sua cerveja.

 

  1. Legal, vou fazer a primeira receita do Lamas e depois, como vou achar as outras receitas? A Lamas tem mais de 30 receitas diferentes, testadas e aprovadas pelos Lamas (sim, testadas muitas e muitas vezes). Os ingredientes são fracionados na medida certa e acompanha um passo a passo para não ter erro.

 

  1. Ainda não está seguro? Você pode fazer um  cursos de fabricação para acompanhar todas as etapas de perto e tirar dúvidas com um profissional experiente.

 

  1. Nosso time de funcionários é composto por cervejeiros apaixonados por fazer cerveja e ensinar as pessoas a fazerem sua própria cerveja. Vá em uma de nossas lojas e tire todas as dúvidas com nossos vendedores ou entre em contato com nosso SAC (Serviço de Atendimento ao Cervejeiro) que faremos questão de deixar você seguro na fabricação de sua primeira cerveja.

 

E ai,ainda acha que é difícil fazer cerveja em casa?

 

Moinho – Qual Escolher?

Moer o malte é uma das etapas mais importantes da brassagem e saber moer o malte de forma correta interfere diretamente na vários parâmetros da sua cerveja. Desde de uma clarificação ruim, passando por um baixo rendimento até aromas indesejados na cerveja (o mais conhecido é a adstringência, causada por taninos arrastas da casca do malte).

Por isso é importante para nós, cervejeiros caseiro, entendemos um pouco mais a fundo a principal diferença entre os principais tipos de moinhos ou moedores que encontramos no Brasil. Claro que para um cervejeiro iniciante não há necessidade de ficarmos tão preocupados mas com o tempo e com a vontade de fazer cervejas cada vez melhores é importante aprimoramos em detalhes como a moagem.

Mas antes um pouco de história, principalmente para os iniciantes. Quando começamos a fazer cerveja não tínhamos moedores. E na época não existia a possibilidade de comprar malte moído na loja (alias a Lamas Brew Shop foi a primeira loja no Brasil a oferecer moagem para os clientes). E como a gente moia nosso malte? 🙂 Com um liquidificador….isso mesmo. Liquidificador.

6 Dicas de Como Melhorar sua Eficiência

Por  Natalia P. Bichara, engenheira de alimentos pela USP e gerente de inovação da Lamas

Agora que você já sabe o que é eficiência e quais são todas as perdas que você tem durante a brassagem, vamos dar algumas dicas que podem melhorar a eficiência do processo.

  1. Melhore a moagem dos grãos: Uma moagem bem-feita ajuda a melhorar a eficiência da mosturação e da lavagem. Grãos bem moídos são quebrados em até três partes e mantém a sua casca inteira, dessa maneira o açúcar é extraído do grão de maneira eficiente, sem formar um mingau no fundo da panela (entupindo o fundo falso ou bazooka) e conseguimos uma boa filtragem com a ajuda das cascas. Para melhorar a sua moagem, o ideal é utilizar um moinho de rolos, que irá moer o malte de maneira mais homogênea.
  1. Correção do pH da água: O pH ideal para a mosturação é entre 5,2 e 5,5. Quando adicionamos o malte na água (que normalmente possui um pH próximo a 7,0) naturalmente esse pH diminui para aproximadamente 5,6-5,8 devido a presença de fosfato do malte. Para alcançar esse faixa ideal podemos fazer a correção do pH da água com alguns sais específicos (Sulfato de Cálcio, por exemplo), ácido lático ou malte acidificado. Trabalhar no pH ideal otimiza o trabalho das enzimas, aumentando a eficiência de conversão.
  1. Proporção água/malte: Quando utilizamos uma proporção menor de água/malte obtemos uma concentração maior de enzima e substrato, ou seja, converteremos mais amido em açúcar, aumentando a eficiência. Essa proporção pode ser de 2,5:1 (2,5 L de água para cada quilo de malte) porém isso acaba dificultando o processo pois é difícil trabalha com tão pouco líquido e podemos ter o efeito contrário onde muito açúcar pode acabar inibindo a atividade enzimática. Para um melhor resultado, é indicado a proporção de 3,25:1 (por exemplo, para 4 kg de malte, usaremos 13 L de água iniciais).
  1. Mash Out e lavagem com água quente: Aumentar a temperatura para 76°C no final da mosturação fará com que o açúcar solubilize melhor no mosto, aumentando a eficiência do processo. O mesmo se aplica à agua de lavagem, que também deverá estar a 76°C.
  1. Minimizar perdas do sistema: Perdas em qualquer lugar do seu sistema, incluindo o deadspace da panela de brasagem, linhas de transferência (mangueiras), bombas, trub e chillers resultam em menos mosto no final do processo. Analise seu sistema e veja aonde as perdas podem ser minimizadas. 
  1. Utilizar insumos de qualidade: Um malte de qualidade, onde todo o processo de sua produção é controlado (da colheita a entrega) tem um rendimento entre 80 a 88%. Utilizar um malte de qualidade, alinhado com todas as dicas que citamos a cima sem dúvida lhe ajudará a chegar na OG desejada.

 

Pronto, aprimore suas técnicas, melhores sua eficiência e o resultado você já sabe: a MELHOR cerveja, a SUA cerveja!

 

Referências:

LEWIS, A. Control Mash Thicknedd, The Best Of Brew – Guide to All-Grain Brewing. Edição especial, pag. 28-29. Escondido, CA-USA.

FRECCIA, N. Understanding pH, The Best Of Brew – Guide to All-Grain Brewing. Edição especial, pag. 37-39. Escondido, CA-USA.

SMITH, B. Understanding Brewhouse Efficiency. Disponível em: http://beersmith.com/blog/

SMITH, B. Five Ways to Improve Brewhouse Efficiency. Disponível em: http://beersmith.com/blog/

Brewerfriends – Disponível em: http://www.brewersfriend.com/brewing-efficiency-chart/

O que significa Eficiência da cerveja caseira?

Por Natalia P. Bichara, engenheira de alimentos pela USP e gerente de inovação da Lamas

Durante os nossos cursos de fabricação ou através dos canais de atendimento da Lamas Brew Shop sempre surge a dúvida de como melhorar a eficiência da brassagem e seu impacto no resultado final. Muitas vezes percebemos que é um tema que causa algumas confusões para os cervejeiros e por isso, decidimos escrever sobre eficiência e como melhorara-la ao longo do seu processo.

A eficiência da brasagem é a chave para se desenvolver corretamente uma receita, uma vez que é através dela que determinamos nossa densidade inicial (OG). Ou seja, se você não souber a eficiência do seu processo e do seu equipamento, dificilmente atingirá a densidade desejada. É importante ressaltar que a eficiência se trata da OG correta, exigida em cada estilo de cerveja, e não do volume de cerveja obtido. O volume de cerveja é apenas mais uma variável que consideramos nos cálculos.

Quando pensamos em eficiência pensamos no potencial de açúcares no malte que pode ser convertido em açúcar no mosto. Apesar de correto, a conversão de açúcar é apenas uma parte da eficiência total que consideremos. Na verdade, o rendimento do malte é obtido em teste de laboratórios e podemos encontrar na ficha técnica do malte (varia de 50 a 87% dependendo do malte). Apesar de termos esse número, na prática é um rendimento bem difícil de ser atingido.

Para calcular a eficiência total do sistema é preciso considerar mais variáveis além do potencial de conversão do malte. A figura a seguir ilustra as principais perdas do processo e os diferentes tipos de eficiência que devem ser considerados:

eficiência

Figura 1 Diagrama da eficiência. Fonte: Brewerfriends.

Então, quando calculamos a eficiência da brassagem consideramos: o rendimento do malte (ou dos maltes se for mais de um), a absorção de água pelos grãos, a extração de açúcar na lavagem, a evaporação, o trub da panela de fervura e a lama do fermentador. Saber todas essas perdas e eficiências nos levará a melhoria de nossas receitas.

Outro ponto que deve ser considerado é que a eficiência do equipamento não é constante, o que deve ser constante é a eficiência do equipamento para cada receita. Uma receita com alta densidade inicial utilizará mais malte, aumentando a absorção por grão e diminuindo a densidade, por exemplo.

Ferramentas como o Beer Smith calculam a eficiência do seu sistema de maneira muito simples, basta adicionar os valores principais (volumes do equipamento, material, perdas no trub, perda no fermentador) que o software calculará a eficiência para você. Não tem o Beer Smith ainda? Adquira neste link e comece a desenvolver ainda hoje as suas receitas:

http://loja.lamasbrewshop.com.br/beersmith-2-2-home-brewing-software

Agora, se você é daqueles que gostam de colocar a cabeça para funcionar e fazer vocês os cálculos do seu equipamento, aguarde os próximos posts que nós vamos ensina-los!

Panela de Alumínio x Panela de Inox

Chegou o momento de montar seu equipamento e surge a primeira dúvida: devo comprar uma panela de alumínio ou de inox? Qual é a mais apropriada para fazer cerveja? Muitos clientes nos perguntam qual a diferença e qual é a melhor opção. Segue os prós e contras das duas panelas para ajuda-los na hora de montar seu equipamento (ou dar uma turbinada na sua produção).

 

Alumínio

A panela de alumínio é muito utilizada pelos cervejeiros por vários motivos. Além de ser muito mais barato que o inox, a panela de alumínio é amplamente comercializada para preparo de alimentos. Para quem gosta de construir seu próprio equipamento, é fácil encontra em mercados e loja especializadas em cozinha industrial.

Outra vantagem do alumínio que o metal tem uma condução de calor maior que o Aço Inox, ou seja, você atingirá as temperaturas de mostura e de fervura mais rápido com a panela de alumínio. Também irá perder calor mais rápido, facilitando o resfriamento do mosto.

panela-pequena-webpanela-inoxA única grande desvantagem da panela de alumínio é que o alumínio oxida facilmente, não sendo possível utilizar produtos de limpeza oxidantes ou a base de soda caustica. Além disso, o alumínio oxida naturalmente com o tempo, depositando uma camada de óxido de alumínio na panela, dando uma aparência feia ao equipamento, com uma cor acinzentada ao invés de prateada. Essa camada de óxido não é prejudicial, na verdade ela protege a panela, porém não é tão bonita e vistosa como o aço inox.

É importante ressaltar que existem várias pesquisas médicas que tentam relacionar o consumo de Alumínio com a doença de Alzheimer mas nunca conseguiram comprovar essa relação. Outro mito em relação ao alumínio é que a acidez do mosto pode degradar a panela, conferindo off-flavour para a cerveja. Se compararmos com outros alimentos que entram em contato com alumínio, como molho de tomate (pH=4,6) e refrigerante (pH=2,5), o pH do mosto é muito menos ácido (pH próximo a 5,2) não sendo suficiente para reagir dessa maneira com o alumínio. Seria necessário um pH próximo a 1,0 para reagir com o alumínio da panela.

Aço Inox

As panelas de aço inox são um sonho para qualquer cervejeiro caseiro. Bonitas e com designer mais legais, são as favoritas dos cervejeiros que levam o hobby mais a sério. Elas brilham mais e é facilmente perceber quando estão bem limpas ou quando estão sujas (ao contrário das panelas de alumínio que sempre tem um aspecto sujo).

Também são mais fáceis de limpar e, tirando o cloro, é possível utilizar uma variedade maior de sanitizantes no inox, sendo mais vantajoso para as cervejarias, por exemplo.

O aço inox é muito mais resistente que o alumínio, sendo mais difícil ter arranhões e amassados do que panelas de alumínio da mesma espessura. A liga do aço inox é muito mais forte, evitando oxidação do metal (apesar do mosto não ter um pH ácido o suficiente para oxidar metais), isso ajuda a aumentar o tempo de vida útil do equipamento.

Porém, além de mais caro, o aço inox não é um bom condutor de calor, sendo necessário mais energia para alcançar as temperaturas de mosturação e fervura, além de demorar mais para resfriar o mosto.

 

E aí, qual panela mais se adequa a você? Na Lamas Brew Shop você encontra as duas opções. Acesse os links:

Alumínio:

8,7 L: http://loja.lamasbrewshop.com.br/caldeirao-panela-de-brassagem-8-litros-lamas.html

32 L: http://loja.lamasbrewshop.com.br/caldeir-o-panela-de-brassagem-32-litros-lamas.html

52 L: http://loja.lamasbrewshop.com.br/caldeirao-panela-de-brassagem-52-litros-lamas.html

 

Inox:

9,6 L: http://loja.lamasbrewshop.com.br/caldeirao-panela-em-inox-96-litros-lamas.html

32 e 52 L: http://loja.lamasbrewshop.com.br/lamas-metal-shop/caldeir-o-panela-de-brassagem-em-inox-lamas.html

 

Referências Bibliográficas:

Smith., B. Aluminum vs Stainless Brewing Pots BeerSmith Home Brewing News