A forma e a língua para descrever nossa cerveja são várias , mas o que importa que esse blog faz parte da holding Lama. Ou seja um blog genuinamente LAMA. Os Lamas são uma confraria pseudo-secreta, formada por grandes amigos( físicos) que estão espalhados pelos 4 cantos do mundo, que entre outras coisas e prazeres dedicam-se também a fabricação de cerveja, a CERVEJA LAMA. Portanto, seja bem vindos e vamos às cervejas, à música e aos assuntos chatos como ciência...da cerveja, claro!

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Lamas Leprechão - Irish Red Ale


Terça feira ta virando dia de brassagem para os Lamas, dia de fazer brassagens de pouco volume...ontem resolvemos fazer uma cerveja com tons mais maltados, ainda na onda da ESB , que virou a cerveja preferida aqui em SP por conta do 1º Concurso Paulista de Cerveja Caseira da Acerva Paulista. Nesta linha nós veio à cabeça uma Irish Red Ale (9D do BJCP). Esta tem toques de malte (moderados) e caramelo mas também se sente tostado/toffee. O aroma de lúpulo é quase nulo. E apresenta num tom bem avermelhado. É característica de alguns exemplares serem secas.

Resolvemos exagerar nos maltes caramelizados e um toque da caraaroma para tentar substituir algum malte torrado, para não fugir da cor (que era nosso alvo). Não sabemos se ficará legal. Também não usamos açúcar para deixar mais seca...tentamos fazer uma boa parada em 68ºC para atuação das alfa-amiláses.

Nossa receita foi (para 20L):

4 kg de Pilsen (agramalte)
1 kg de carared
0,8 kg de carehel
0,2 kg de caraaroma
0,2 ok de aveia em flocos
15g de lúpulo Magnun (15% a.a)

Fermento US-05

Fizemos uma parada em 55ºC (protéica) por 20 minutos. E outra parada em 68ºC por 60 minutos (suficiente para total conversão). E mais uma rápida parada de 5 minutos em 78ºC (inativação enzimática).

Para lupulagem usamos só o Magnun por 60 minutos de fervura. Ainda na fervura, a 15 minutos do fim uma pastilha de wirfloc para ajudar no trub. No fermento o neutro US-05.

Ficou com - OG: 1,056
IBU: 26
SRM: 14

O rendimento deste equipamento de 20L nosso, esta bem sofrível (60%). Usamos fundo falso neste caso.

Agora é esperar...quando ficar pronto voltamos para dar nossas impressões

Pão e Cerveja

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Aposentando o Therminator


Pois é...gostaríamos de fazer um post sobre uma Kolsch que fizemos ontem mas vamos deixar para outro. Há um tempo postamos uma dica de limpeza de therminator. E Therminator será a base deste post.

O Therminator , um eficiente resfriador de mosto de placas paralelas, é o desejo de muitos cervejeiros caseiros. Sem dúvida uma mão na roda na hora de resfriar o mosto para inoculação do fermento. Chega a ser mágico ver o seu funcionamento, ai sempre vem aquela pergunta : "Como uma pecinha deste tamanho resfria tão rápido o mosto? ". Em uma única passagem é possível sair de 100ºC para 30ºC em poucos minutos.

Antes de dizer os motivos que nos levaram a aposentar o nosso Therminator, vamos falar um pouco sobre seu funcionamento, que é bem simples.

Um Therminator é um trocador de calor de placas paralelas. Suas placas corrugadas geram uma turbulência muito grande no mosto o que otimiza o troca de calor de um meio para outro (no caso água). Trocadores deste tipo são largamente usados em indústrias alimentícias, e sua eficiência na troca térmica e tamanho reduzidos tornam seu uso muito prático.

Na figura acima vemos o esquema de um trocador. O nome "placas paralelas" vem do fato de sempre haver uma intercalação entre dois líquidos por par de placas, geralmente um quente (o que será resfriado) e um frio (o resfriante). Nesta figura vemos isso acontecer. O liquido quente (vermelho) entra nas placas corrugadas indicadas, mas não se mistura com o liquido resfriador (azul) que ocupa o espaço entre duas placas vizinhas ao liquido quente. Assim como em um chiller de imersão, onde a água fria passar por dentro da serpentina imersa em um liquido quente, o trocador de placas funciona de maneira análoga, porém a área de contato para troca térmica é infinitamente superior.

Uma pergunta que poderia surgir é: " O liquido ocupa 100% dos espaços entre as placas?" A resposta, como bons físicos que somos é: "depende!".
Se você garantir um regime turbulento pode ter certeza que o líquido passará por todas as áreas do resfriador. Mas ai surge outra pergunta: " mas eu preciso ter um regime turbulento para resfriar?" Não...não precisa. Mas precisará para LIMPAR o resfriador !!!! E é aqui que mora o perigo.
Em indústrias com sistemas CIP (clean in place) de limpeza, eles garantem o regime turbulento injetando o líquido "limpante" (soda caustica aditivada  a 65ºC ou água quente ou mesma água fria) com uma velocidade de 1,5 a 2 m/s, via bombas. Essa velocidade garante um regime turbulento e com isso a garantia que o liquido limpante passará por 100% da área das placas.

Ai vem mais uma pergunta: "Vocês estão exagerando, eu tenho Therminator e nunca tive problema". O que pode acontecer é que após usar o Therminator, mesmo passando água para limpar (ou qualquer outro limpante) pela entrada do mosto, não é garantido que você acessará 100% da área das placas (se fosse tubular ao invés de placas, ai sim você garantiria).
Algumas dicas para tentar contornar:
1) NUNCA deixe para limpar o Therminator no dia seguinte da brassagem. NUNCA;
2) Circule o limpante da entrada pra saída e da saída para a entrada do mosto;
3) Use uma bomba. As de máquina de lavas ajudam. Liguem estas na potência máxima.
4) Limpeza não é sanitização. Sempre limpe, seguindo as dicas e na sequência sanitize (usando as mesmas dicas)
5) Na falta de bomba, circule o limpante sacudindo o therminator. Não é a melhor das situações mas ajuda.
6) Faça seu próprio Therminator, de forma que as placas não sejam soldadas e sim parafusadas. Com isso, poderemos limpar (de vez em quando) as placas isoladamente. Como? Nossa amigo Rafael Aquino mostra como fazer uma AQUI
 
Ai vem a última pergunta : "Mas o que aconteceu com vocês?"
Depois de anos fazendo cerveja, tivemos uma leva contaminada. Foi a primeira vez e claro que não queríamos que isso acontecesse novamente. Fomos isolando o problema até que chegamos no Therminator. Provavelmente após alguma brassagem regada a churrasco esquecemos de limpar o Therminator...ai nossos problemas começaram. Mesmo limpando bem (pelo menos achavámos que estava bem limpo) começamos a ver surger algo como se fosse um trub na saída dele, após um dia da limpeza com ele colocado na vertical a "coisa" ainda escorria. Fizemos uma limpeza pesada, com soda, bomba e tudo...mas algo cresceu dentro dele e agora ele tem vida própria :). Vamos leva-lo para uma limpeza CIP de verdade, mas depois desta lição não teremos os mesmo olhos para ele como antes.
 
Ficam estas dicas para quem quer ou já usa o therminator. É uma senhora ferramenta, mas exige ainda mais atenção nossa na hora da fabricação de nossa tão amada cerveja.
 

terça-feira, 15 de junho de 2010

Dica - Inox



Volta e meia sempre surge dúvidas sobre uso de inox em nossas peripércias cervejeiras. Que tipo usar? 304 ou 316? Recozido ou não).
Encontramos um artigo muito bacana e esclarecedor sobre aço e aço inox e suas mais diversas aplicações para cada tipo de aço inox disponível no mercado.

CLIQUE AQUI PARA DOWNLOAD

sábado, 12 de junho de 2010

A Missa - Com Vinhos


Quem disse que cervejeiro só bebe boas cervejas? Na última missa caseira tivemos o imenso prazer , e inédito, de fazer uma degustação só com vinhos e que vinhos. A missa foi conduzido pelo grande mestre Ademir Marchiori da ABS (Associação Brasileira de Sommeliers). Foi uma viagem pela história dos vinhos e mais, sobre técnicas de degustação que são totalmente aplicadas ao mundo cervejeiro. Marchiori conduziu com maestria a degustação e mostrou que de vinho ele entende bem. Se um dia nos entedermos de cerveja como ele entende de vinho, podem ter certeza que saberemos muito.


Cervejeiros numa noite de Vinhos

Não vamos nos atrever a falar dos vinhos aqui, só podemos dizer que a seleção feita pelo Marchiori, foi expectacular e mais...os acompanhamentos servidos pela Patricia tornaram a missa mais inesquecível ainda.
Fica a excelente dica para os cervejeiros e para as Acervas...tentar conduzir uma degustação de vinhos. Os paralelos com cerveja são grandes e será uma aprendizado muito grande. 
Vamos deixar as imagens falar:

Anfitrões da Missa com Vinhos, Marchiori e Patrícia. Vamos voltar hein?

Apetrechos do Marchiori. Nem mesa cirúrgica é tao organizada :).

Além de aprendermos a inferir a idade e qualidade do vinho pelo própria taça servida, outra aula foi sobre rolhas. As rolhas de vinhos (da esquerda) de diversos tamanhos e materiais. Quanto maior a rolha, mais o vinho pode ser guardado, o que significa que o vinho tem tudo pra ser bom. Outra coisa é que o ar entra no vinho mais pelas laterais do que pela propria rolha. Na diretia as rolhas de espumantes/prosecos/champagne : quanto mais fina a base q fica na garrafa mais antiga e de guarda é . Quando mais grossa, mais "verde".
As estrelas da noite.

E pra encerrar:


os vovôs :)



Vivas as cervejas, viva os Vinhos....
Na próxima chamamos o Renato Machado para aprender mais sobre cervejas e vinhos.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Festival de Inverno da Acerva Paulista

Dia 25 de julho ficará marcada na história cervejeira Paulista. Um grande festival de Inverno promovido pela Acerva Paulista e pela Cervejaria Bamberg promete agitar o circuito de inverno Paulista. Serão mais de 30 estilos de cervejas, shows e muito churrasco (feito no chão) ... tudo isso nas dependências da Cervejaria Bamberg.
Neste Festival será conhecido o grande vencedor do I Concurso Paulista de Cerveja Caseira, que verá sua "cria" entrar em produção pela Bamberg.

Os ingressos são limitadíssimos. Corra e garanta o seu diretamente no site oficial do Festival:

http://acervapaulista.com.br/festivaldeinverno/festivaldeinverno.html

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