A forma e a língua para descrever nossa cerveja são várias , mas o que importa que esse blog faz parte da holding Lama. Ou seja um blog genuinamente LAMA. Os Lamas são uma confraria pseudo-secreta, formada por grandes amigos( físicos) que estão espalhados pelos 4 cantos do mundo, que entre outras coisas e prazeres dedicam-se também a fabricação de cerveja, a CERVEJA LAMA. Portanto, seja bem vindos e vamos às cervejas, à música e aos assuntos chatos como ciência...da cerveja, claro!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Fermentação: Purgar ou não purgar o fermento.

Só agora que percebemos que não tínhamos postado nada ainda este ano. Mas os motivos são bacanas, os Lamas estão envolvidos em alguns projetos legais e um deles é montar nossa BrewShop. Se tudo der certo, ainda este mês ela será lançada. Mas isso é assunto para outro post.

Vamos estreiar os posts do ano, contando algumas experiências que temos feitos. Ultimamente, como vocês tem acompanhado, temos nos aventurado em fazer Sessions Beers, cervejas leves, com aroma e sabor e que caem bem para este nosso verão. Mas por trás destas experiências há algo a mais. Temos testado algumas técnicas, e uma delas é referente a fermentação. Como as sessions são cervejas relativamente rápidas de ficarem prontas, fazer experiências com elas é mais legal e com resultados rápidos.


Fermentadores típicos.

A maioria dos homebrewers usa como fermentadores baldes alimentícios ou garrafões de água. E sempre após a fermentação a purga do fermento, para inicio da maturação, é algo delicado (notem que aqui falamos diretamente de maturação). Para os cervejeiros novatos, que possuem escassos equipamentos, geralmente a transfega é feita assim:
1) Abrir fermentador;
2) Jogar a cerveja na panela de brassagem com o cuidado de não levar o fermento junto ;
3) Limpar o fermentador;
4) Voltar com a cerveja que esta na panela para o fermentador (que agora virou o maturador);
5) Iniciar maturação.

Transfega da cerveja

Alguns problemas podem acontecer com esta técnica (ainda mais para os novatos):
- oxidação : com o ir e vir da cerveja pelos baldes o risco de você oxidar a cerveja é consideravel. E você notará isso apenas lá na frente quando servir a cerveja pronto para algum amigo e notar aquele leve gosto metálico na cerveja.
- contamininação diversas: Uma limpeza mal executada em um dos baldes/panelas pode por contaminar a sua cerveja.

 
Transfega NÃO recomendada. Reparem no excesso de espuma na panela. Esta foto foi de uma leva nossa.


Claro que com cuidado e um pouco de trabalho isso pode ser evitado. Com mais um balde, a etapa de passar pela panela é eliminada. Outro ponto que ajuda é você usar um sifão ou transfegar com muita calma para evitar o excesso de oxidação.
E melhor ainda, usar o grande sonho de todos: Um fermentador de fundo conico. Onde, simplesmente a purga do fermento é feita apenas abrindo a torneira no fundo do fermemtador. 

Fermentador de funco cônico.

Porém uma experiência que muitos já pensaram em fazer: Porque não, ao fim da fermentação (para cervejas ALE) simplesmente não baixamos a temperatura, iniciamos a maturação e deixamos o fermento lá até a cerveja ficar pronta?

90% responderão: Não pode, isso vai gerar autólise do fermento. 

Será???

Se a gente  focar so na autólise, é fácil ver na literatura disponível algumas considerações. John Palmer fez o mesmo questionamento e das anotações da Fermentis e da White Lab's é possível verificar que autólise nesta fase é muito improvavel de ocorrer. Ao contrario de refermentação incompleta em garrafas, onde é bem comum verificar autólise ( o off-flauvor característico é o caprílico, um gosto de sabão de coco bem acentuado).  Então descartamos autólise.

E elementos voláteis provenientes do fermento? Idem. Nas temperaturas de maturação eles estarão em estado de hibernação e não gerariam risco.

Então porque não testar isso. E foi exatamente o que fizemos com um receita nossa. Ao fim de 7 dias de fermentação a 18ºC, reajustamos a temperatura de nosso freezer para 10ºC e deixamos por mais 3 dias, depois mais 3 dias a 5ºC e depois mais 3 a 0ºC.  
O resultado para nosso surpresa foi uma cerveja idêntica à mesma receita feita de modo tradicional. Repetimos a experiência em outras 3 receitas e o resultado foi o mesmo. 

Uma experiência que vocês podem fazer  e nos contar depois o que aconteceu é:

Separem no fim da brassagem duas garrafas pet com a cerveja. Em uma façam o processo normal de fermentação, purga e maturação. Na outra, façam esse teste e vejam o resultado.

Quem se aventurar em fazer o teste, nos conte qual foi o resultado depois, que publicamos aqui. Como sempre falamos, fazer cerveja em casa é cozinha e é isso que torna esse hobby tão legal. 

Próxima experiência nossa: Cerveja sem lúpulo. Em breve postamos aqui.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O que é ser Lama - Edição Especial


ATUALIZADO EM 06-12-2011

Ser Lama é passar um final de semana com grandes amigos que vemos pouco... e ter história pra contar pelos próximos anos. E foi isso que aconteceu neste fim de semana que se passou, durante o II Concurso Paulista de Cerveja Caseira e a Festa de Aniversário da Bamberg....
E como foi o fim de noite?

Vejam abaixo (para preservar a identidade tampamos os rosto dos envolvidos :) )

 Opostos se atraindo. Com esse número de quarto, a solução era...

...dormir no corredor, todos juntos...


inclusive o fotógrafo. :)
Este é o espírito LAMA....e este são Lamas de coração!
E até que os envolvidos se manifestem, o grande vídeo de "confraternização" desta trupe ficará oculto, quem sabe em breve não divulgamos ele.


domingo, 27 de novembro de 2011

Leva Dupla - Lamas Kolsch e Lamas Hostya


Cozinha nova....receitas velhas.
Este semana chegou um brinquedo novo que vamos compartilhar com outros amigos cervejeiros de Campinas numa especie de "cooperativa cervejeira" mas por hora o brinquedo esta repousando em nossa sede. Trata-se de um cozinha de 50L, com controle de temperatura, bomba e tudo mais para facilitar a vida. Mas não vamos abandonar nossa boa e velha panelinha e nosso fogareiro, nossa alma esta lá...mas para levas maiores este brinquedo novo, vai ser uma mão na roda.

Cozinha nova.

Na realidade hoje fizemos uma leva de 40L, sendo que 20L virará uma adaptação da nossa não tão clássica Pilsner Hostya e os outros 20L serão Lamas Kolsch. Usaremos a mesma base para as duas, os mesmo lúpulos porém cada uma com seu fermento. Ou seja, os 40L virarão duas levas de 20L.

Agitador a toda na tina de brassagem.

Bom, confessamos que forçamos a barra ao falar em Kolsch, como verão, mas o que vale é a intenção :)...acho que forçamos a barra na Pilsner também ;).
A base para 40L:
5,0 kg de Pilsen ( origem desconhecida, ganhamos de um amigo não cervejeiro)
2,5 kg de Munich T2 (weyermann)
0,5 kg de trigo  (weyermann)
Segundo o BeerSmith era pra dar uns 5,7 SRM de cor...mas ficou bem mais escuro do que imaginavámos.  Exageramos no Munich... mas como era uma leve teste de equipamento, passou. A densidade inicial (OG) estimada era de 1,047. Para fermentar a Pilsner usaremos pela primeira vez o W34/70 e para a Kolsh o S33. Ao contrario da primeira leva da Lamas Kolsch ( que fermentamos com uma temperatura mais alta para dar um frutado por conta do fermento neutro que usamos) vamos usar um fermento que dê um frutado diferente, vamos ver no que vai dar.


Agua+malte indo para a tina de filtragem. 

Malte saindo da tina de brassagem e indo para a filtragem.

Início da recirculação.


Usamos as seguintes rampas:
50ºc por 20 min
68ºC por 60 min
78ºC por 5 min (inativação)

Com a cozinha com controle de temperatura, nunca foi tão facil manter a temperatura de mostura. O sistema da cozinha é com gás, a o controle é feito via um relé que liga e delisga o gás (via uma chama piloto que esta ligado a um controlador digital de temperatura).

A lupulagem foi
20g Hallertau Magnum ( 20 IBU) – 60 min
25g de saaz (3 IBU)  - 10 min
10g de saaz (0 min)
Total = 23 IBU


A densidade que obtivemos foi de 12,5 Brix ou 1,049 para pouco mais de 33L.
A Pilsner foi pra fermentação em T=9ºC e a Kolsch em T=20ºC.  Assim que forem evoluindo vamos postando aqui.

Bom, mas não pensem que tudo foi uma maravilha não. Apanhamos e muito. Para começar esta parada de transferir mosto com bagaço para outro tina, pra nós é coisa de outro mundo....parecia facil. Era so ligar a bomba e boa. Mas o pai da máquina ( o grande amigo Márcio da Brotas Beer) não estava por perto pra dar as dicas, então partimos pra ignorancia...ligamos a bomba com tudo...e:

lambança...deve ter malte até agora no teto da nossa cozinha.

Fora que ficamos mais de 70 minutos apanhado na recirculação....o mosto não fica cristalino nem a pau. Nao sabiamos se estavamos fazendo devegar demais ou rapido demais...o malte compactou tanto, que parecia um tijolo. Quebramos a cama de malte, e começamos tudo de novo, mas ai o saco ja tinha ido pro beleleu. Recirculamos mais 20 min...e partimos pra fervura. Foi pauleira. No fim, achamos que funcionou :)

Daqui uns dias postamos aqui como estão as cervejas.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Um pouco da história dos Lamas, da Lamas Bier e da Acervas

Estreiou hoje mais um site focado em cerveja artesanal. O projeto é ousado e diferente: uma brew TV ou melhor  De Bruer TV (www.debruer.com.br), uma TV , online, da cerveja artesanal. Quem é o responsável pelo site é o Oliver Buzzo, um novo aficcionado pelo mundo da cerveja artesanal.

Na estreia podemos ver o potencial da De Bruer TV, várias notícias bacanas e uma matéria sobre a história dos Lamas, da Lamas Bier e das Acervas, contada por este que vos escreve :).

Vida longa ao De Bruer TV.